Com o retorno das atividades presenciais no modelo híbrido, alguns desafios são enfrentados pelos alunos e professores. Além da importância da biossegurança e do respeito à nova dinâmica da escola para evitar contaminação, o ensino híbrido tem suas demandas específicas pelos alunos.
Entre novos professores, escola sem contato físico, espaços diferentes da última vez que os alunos estiveram presentes, há muitas novidades para serem absorvidas. E o pedagógico deve contemplar a adaptação, para que o retorno seja proveitoso e agradável a todos.
Renata Ferreira, coordenadora do Fundamental II, explica que a maior parte dos alunos está entusiasmada com a perspectiva do retorno. Ainda que as aulas aconteçam de forma híbrida, com menos estudantes em sala, a falta do contato com colegas e professores fez com que alunos sentissem falta do espaço físico.
Ainda assim, a coordenadora pontua que a adequação ao híbrido, assim como foi a adaptação ao ensino 100% remoto, tem seus desafios. “É uma nova forma de adaptação para os dois públicos; tanto docente quanto discente”, diz ela. “E precisamos ter a sensibilidade de perceber um novo cenário.”
“É um processo tanto para o professor dentro desse novo contexto quanto para o aluno também se perceber dentro desse cenário diferente”, reflete, referindo-se à necessidade de ministrar aulas tanto para os presentes em sala de aula quanto alunos de casa, assim como de acompanhar aulas nas duas formas.
O importante, ela diz, é ter um olhar atento para as demandas que surgirem no retorno: “Vai ter que prevalecer nesse momento a flexibilidade de entender o funcionamento deste processo.”
Existem, é claro, dificuldades acadêmicas, assim como existiam antes da pandemia. No entanto, Renata frisa a importância de tratar o retorno com naturalidade: “Não adianta ter engessamento, não adianta cobrar de forma estressante.” O objetivo da equipe pedagógica, de acordo com ela, é implementar toda a didática e a leveza para tornar o retorno saudável.
Assim como aconteceu durante a adaptação ao ensino remoto, ela acredita ser normal que haja percalços e questionamentos, mas que a novidade surge para agregar algo novo. “Vai gerar um certo desconforto no sentido de adaptação, mas nada que não seja normal e natural para o momento”, diz.
“Precisará ser uma entrega de doações de ambas as partes: do aluno e da escola”, diz. Mas com a perspectiva e animação dos alunos pelo reencontro, o cenário é incentivador: “É o que eles mais estão querendo no momento.”
No Ensino Médio, a dinâmica ainda é um pouco incerta. Everton Lima, coordenador desta fase escolar no IASC, reflete sobre o receio de parte dos alunos ao retorno: “Todos estão animados, mas alguns se sentem prontos para vir e outros ainda não se sentem completamente seguros nesse ambiente mais coletivo.”
Para garantir a biossegurança do campus, o IASC fez uma parceria com uma empresa especializada, o que garantiu respeito às normas de distanciamento e menor contato entre os presentes no colégio, assim como rotatividade, uso de máscaras e outras medidas sanitárias. “As famílias vêm sendo informadas, temos reforçado todos os cuidados em relação a essa retomada”, diz o coordenador.
Porém, considerando que nem todos os alunos e famílias se sentem confortáveis com a ida presencial à escola, ele reforça que há estratégias implantadas para contemplar alunos remotos com a mesma qualidade.
Assim como ocorreu durante a transição para o ensino remoto, os avanços tecnológicos implementados pelo IASC visam a atender também a quem está em casa com toda a atenção necessária: “A escola está preparada em relação a equipamentos, treinamento e para atender os alunos em sala e em casa.”
Outro ponto que o coordenador frisa é a liberdade do aluno em fazer escolhas: “Se o aluno veio, não gostou da experiência de estar nesse ambiente coletivo, ele pode voltar a frequentar de forma remota até outro momento.”
Já para as relações sociais, ele aponta que algumas dificuldades surgiram durante a pandemia: a falta de contato presencial, principalmente em alunos recém-chegados ao IASC, fez com que as dinâmicas fossem diferentes entre colegas e com professores e coordenadores.
Na retomada, então, ele reflete sobre a importância do acolhimento: “Queremos fazer esse momento de acolhimento, essa recepção com os nossos alunos. Para isso, ele destaca a importância do projeto psicológico Eduque Emoções e da coordenadora de formação Vanessa Bevitori.
Vanessa explica que parte do estranhamento previsto para os alunos na retomada é justamente pela falta de familiaridade com o ambiente. “Como fazer para receber esse aluno, para que ele se sinta em casa de novo, se sinta seguro, se sinta bem? Em um ambiente que não vai estar do mesmo jeito como ele deixou? Essa é uma discussão que temos há bastante tempo.”
Um dos pontos abordados no planejamento dessa retomada é a atenção para o cuidado tanto físico quanto emocional de todos os membros da comunidade do IASC. No Manual da Família está enfatizada como prioridade “lidar com as emoções e dificuldades que a retomada possa trazer”, mas o IASC acredita que, com empatia e preocupação com o próximo, tão presentes na comunidade, os desafios serão superados.
Vanessa reforça esse compromisso, explicando que a equipe pedagógica terá apoio do psicólogo Alison Ribeiro, do Eduque Emoções e de um profissional de saúde, para tirar dúvidas de funcionários, professores e alunos do IASC.
Ela também planeja organizar visitas à escola por pequenos grupos de alunos, o que de acordo com ela é “para que eles tenham um pouquinho mais de liberdade no espaço” e se acostumem com um ambiente tão novo.
A coordenadora também demonstra preocupação com as perdas sociais e emocionais dos alunos durante o distanciamento: “O estudante não vem para a escola só interessado em assistir aula de matemática. Ele vem interessado em encontrar com os amigos. Até os mais tímidos: eles sentam na sala e podem não falar nada, mas veem todo o movimento da sala. Essa interação foi tirada de todos e todos estão tendo apenas a aula. Não tem a parte social da escola. É muito duro.”
No âmbito pessoal dos estudantes, ela reflete sobre muitas perdas sofridas por alunos e dificuldades emocionais, além de luto e inseguranças sobre o futuro. Nesse sentido, Vanessa explica que a estratégia será de acolhimento: além dos encontros do Eduque Emoções, haverá oportunidades de conversas com o psicólogo sobre as dores e dificuldades que os alunos possam enfrentar durante o processo.
Com todas as mudanças, Vanessa acredita que os aprendizados durante a pandemia e o isolamento social tiveram como fruto a enfatização da empatia, da resiliência e do acolhimento dentro da comunidade escolar. Para a retomada, é importante a abertura do IASC em tirar dúvidas, garantir a segurança de todos e buscar um ambiente receptivo e preparado para novos desafios.
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