Pandemia: como ter resiliência e manter o foco em seus objetivos?Posted by On

Isolamento social forçado pela pandemia da COVID-19 nos força a ter mais paciência. Trabalhar a resiliência é receita para superar desafios na quarentena

A pandemia da COVID-19 nos apresenta novos desafios a cada dia. Com o passar do tempo, o isolamento social forçado e o respeito às normas sanitárias vão consumindo nossas energias. Diante de tais desafios, surge o questionamento: como ter resiliência e manter o foco nos objetivos que precisamos cumprir? 

Não há receita de bolo para superar o momento. Porém, é possível ter mais resiliência a partir de algumas medidas, como o autocuidado. A partir dele, podemos adotar certos comportamentos para auxiliar na saúde física e mental durante a pandemia. 

“Existem algumas coisas que estão ligadas ao autocuidado. Fisicamente, a pessoa precisa cuidar da alimentação e praticar alguma atividade física. No lado emocional, ela pode fazer alguma prática de meditação”, explica a coordenadora de formação do IASC, Vanessa Bevitori. 

Uma das estratégias sugeridas pelo IASC é a técnica ou estilo de vida com o Mindfulness sob a  orientação do psicólogo Alison Ribeiro, que já trabalha com Educação Emocional na escola,  ressalta Vanessa. Diante da rotina desgastante diário, ainda mais complicada com a pandemia, ter consciência do que acontece ao nosso redor é fundamental. 

Esse método de meditação se dedica à “atenção plena” e nos ensina até mesmo a respirar da maneira correta. Tal exercício evita a ansiedade e estimula a resiliência.

Assim, o psicólogo ensinou a técnica a cada turma do IASC por meio de uma dinâmica, na qual foram apresentados os conceitos que circundam o Mindfulness.

Relações interpessoais precisam ser estimuladas

A questão social também merece atenção durante a pandemia. Isso porque a distância forçada dos amigos e familiares, inclusive dos colegas de trabalho e de sala de aula, pode nos afastar ainda mais da socialização. 

Ainda que por vídeo, por meio de aplicativos de chamada, a conversa com as pessoas que faziam parte do nosso cotidiano pré-coronavírus continua importante. “Incentivar o filho, a filha a falar o que o que lhe ocorre e manter o diálogo aberto é essencial, respeitando o seu tempo e a sua individualidade. Ainda que não haja encontros presenciais é preciso se preocupar com a manutenção do contato (com os amigos e a família que estão distantes) neste tempo de quarentena.”, pontua Vanessa Bevitori. 

De acordo com ela, a prática de hobbies que incentivem a criatividade também contribui para a nossa resiliência. Dessa maneira, aprender a tocar um instrumento musical, ler e escrever, assistir a um filme e consumir produtos culturais ajudam. 

O papel da escola neste momento também não pode ser diminuído. A instituição tem cuidado e atenção com a saúde socioemocional dos seus estudantes. Sobretudo, em um momento de pandemia. 

“Dentro de nossos princípios e valores incentivamos o autoconhecimento e também o amor ao próximo, que são duas atitudes que podem aliviar a sua carga e também ajudar ao outro. Ao me conhecer, consigo trabalhar questões como disciplina, resiliência, paciência, autoestima e equilíbrio. Assim, posso estender a mão à minha família e ao meu colega. Enfim, ao outro”, diz a coordenadora Vanessa.

Encontros com psicólogo

Diante das necessidades explicitadas acima, o IASC tem promovido encontros frequentes entre os estudantes e o psicólogo Alison Ribeiro, vinculado ao instituto. 

“Tivemos que remodelar nosso planejamento para o tempo de isolamento. O cuidado com a saúde mental na escola sempre foi uma preocupação nossa. Mas, em tempos de pandemia, precisamos estar ainda mais atentos”, explica a coordenadora de formação.

De acordo com ela, os encontros acontecem à distância, por meio de um app de chamadas de vídeo. Além das dinâmicas de grupo, a escola atende de maneira individualizada aqueles alunos que manifestem alguma necessidade específica. Quando necessário, são realizados encaminhamentos aos profissionais competentes para lidar com a situação. 

Dessa maneira, os professores também têm papel importante. Eles sinalizam para os coordenadores sempre que percebem uma mudança de comportamento significativa nos alunos.

Educação física na pandemia

O papel dos educadores também se estende às atividades físicas. Durante o tempo de isolamento social, as crianças e adolescentes tendem a ficar mais sedentários. Portanto, motivá-los a “mexer o esqueleto” é fundamental. 

Durante as aulas a distância, o IASC tem mantido a disciplina de educação física em vigor. Os professores Romulo Perrone Faria e Ingrid Figueiredo têm ressaltado o quanto os exercícios trazem benefícios. Não só para nosso corpo, mas também para nossa saúde mental. 

“Nós estimulamos sempre a estar em movimento. Como por exemplo, atividades que motivam os alunos e alunas a enviar um vídeo andando de bicicleta ou fazendo uma caminhada. A preocupação é de que o movimento repercuta de forma positiva na questão mental, psicológica e emocional dos alunos”, afirma Vanessa Bevitori.

Então, fique ligado nas dicas para manter o foco na pandemia:

– Exercite sua criatividade. Isso vai ajudar na sua autoconfiança

– Pratique exercícios físicos. A meditação é uma boa alternativa também

– Mantenha relações interpessoais, ainda que por chamada de vídeo

– Leia um livro, assista a um filme, toque um instrumento: hobbies como esses nos auxiliam neste momento difícil

– Fique de olho na sua saúde mental. Autoconhecimento é tudo

– Coma bem. A alimentação saudável precisa ser mantida

Autonomia está ligada à resiliência na pandemia

Apesar dos desafios e das más notícias trazidos pela COVID-19, nem tudo é motivo de lamentação. Para a coordenadora de formação do IASC, Vanessa Bevitori, esse momento nos mostra que podemos produzir, inovar e criar situações para aprendizados que agreguem para a vida.

“Tem sido um tempo em que o aluno tem redescoberto suas potencialidades. Ele tem visto que se ele quiser, ele pode fazer acontecer de verdade. Porque ali não vai ter o professor e os pais o tempo inteiro. Quando passarmos por esse tempo, nós teremos alunos fortalecidos nesse sentido”, destaca.

Isso acontece porque a absorção do conteúdo passado nas aulas depende quase que totalmente do estudante. Ainda que o professor e a escola se preocupem com o aprendizado, é a postura do aluno que será fundamental. 

Assim, o papel dos pais também aumenta. É preciso ficar atento ao desenvolvimento do filho ou filha para assegurar que ele tem se empenhado para evoluir e se tornar mais resiliente. 

Como manter a resiliência para o Enem? 

Diante da pandemia que vivemos, as incertezas se estenderam também ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Com provas marcadas para janeiro o Enem deste ano vem em um momento de fragilidade emocional dos inscritos. É um desafio a mais a ser enfrentado. 

Ainda que o momento seja árduo, o estudante precisa encontrar forças para se manter focado nos estudos. Nesse sentido, os pais precisam ajudar, sobretudo no acompanhamento do estudante. Ele realmente está se dedicando como nas aulas presenciais? 

“Quando remodelamos (o planejamento) para terminar o ano letivo, queríamos trazer o máximo da escola presencial para a escola a distância. Temos muita preocupação com a aprendizagem. Os pais, às vezes, ficam preocupados, porque não possuem a visão didática que os professores dominam. Mas, procuramos orientar e transmitir segurança com o trabalho que desenvolvemos”, afirma a coordenadora de formação do IASC, Vanessa Bevitori. 

Outro obstáculo comum entre os estudantes que vão prestar o Enem é a dúvida sobre qual carreira seguir. A pandemia traz inseguranças, o que pode potencializar as indecisões. 

Por isso, o IASC tem mantido, durante todo o período da educação a distância, a orientação vocacional e profissional. A escola já fazia esse trabalho antes. Porém, agora, ele foi ainda mais destacado, tudo para dar aos estudantes tranquilidade no momento da escolha do curso que irá seguir.

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