A valorização da saúde é fundamental para a proposta pedagógica do IASC e os valores que a escola gostaria de passar para a comunidade ao seu redor. Mas, além da saúde física, é importante atentar também para a saúde mental. Neste contexto, combater o bullying é uma estratégia essencial na escola.
A saúde mental das crianças deve ser o foco desde o início da sua vida escolar, tanto no ambiente de sala de aula quanto em casa. Com as estratégias corretas, ela desenvolve resiliência e empatia, habilidades muito importantes em sua vida, mas também senso de ética e justiça.
O trabalho em equipe e a colaboração são pilares da educação: o aluno deve ter espírito coletivo para ter um bom relacionamento com seus docentes e colegas, o que propicia um ambiente de aprendizado mais frutífero.
Para o IASC, a missão educaciona l é ensinar aos alunos com base na verdade, no amor, na justiça e no respeito, priorizando uma sociedade mais justa e ética, construindo valores desde cedo.
Assim como qualquer ambiente que abriga pessoas diferentes e diversas, com múltiplas vivências, a escola é um espaço de troca em que pode acontecer desconexão. Com as diferentes facetas de personalidade, principalmente na fase de desenvolvimento, é comum que existam desavenças ou questões sociais.
No entanto, para que essas desavenças não evoluam para problemas mais sérios como o bullying e o isolamento, é importante que todas as partes (alunos, família e equipe educacional) estejam atentas para os sinais e os métodos de evitar o problema.
O bullying pode se tornar um grande problema dentro da sala de aula. A professora Carolina Berdague explica que é um trabalho que deve ser feito sempre com os alunos, de atentar para o que é e quais as consequências dos atos de bullying: “Nesta primeira etapa oportunizamos aos alunos momentos de reflexão sobre o tema. Os alunos fizeram pesquisas de estatísticas, para identificar a frequência de como acontece e porque acontece, ” explica ela. “Quantos por cento das crianças sofrem bullying, quais são os motivos. Falamos sobre as consequências também, já que muitas vezes o bullying pode levar até ao suicídio.”
O bullying é um padrão de agressões contínuas , que podem ser verbais, físicas e/ou psicológicas. A vítima é ridicularizada ou intimidada por outra criança por conta de alguma característica sua. Além de causar vergonha, isso pode fazer com que o aluno fique isolado do resto da turma.
A lei 13.185 , sancionada em 2015, visa a combater a intimidação sistemática do bullying. Nela, são descritas oito formas de intimidação diferentes, todas com efeitos duradouros nas vítimas:
I – Verbal: insultar, xingar e apelidar pejorativamente;
II – Moral: difamar, caluniar, disseminar rumores;
III – Sexual: assediar, induzir e/ou abusar;
IV – Social: ignorar, isolar e excluir;
V – Psicológica: perseguir, amedrontar, aterrorizar, intimidar, dominar, manipular, chantagear e infernizar;
VI – Físico: socar, chutar, bater;
VII – Material: furtar, roubar, destruir pertences de outrem;
VIII – Virtual: depreciar, enviar mensagens intrusivas da intimidade, enviar ou adulterar fotos e dados pessoais que resultem em sofrimento ou com o intuito de criar meios de constrangimento psicológico e social.
Estima-se que cerca de 30% dos alunos já foi alvo de bullying na escola , muitos deles intimidados por serem fora do padrão: na aparência, na raça, nas condições financeiras, no desempenho escolar etc.
Além de contribuir para a falta de socialização agradável na escola, o bullying pode levar a consequências mais sérias como ansiedade, depressão, síndrome do pânico e até ideação suicida. Na vida adulta, quem sofreu bullying pode desenvolver também quadros de dependência química.
De acordo com Carolina Berdague, o colégio IASC e a Unidade Irmãs Vieira trabalham para que os alunos estejam preparados para lidar com a situação de bullying. “Dentro da sala de aula, conversamos sobre todos os aspectos que envolvem as agressões. E, fora da sala de aula, há um momento com o psicólogo, em que todos são acompanhados.” Esse programa de apoio à saúde mental é chamado Eduque Emoções e é uma iniciativa do colégio pela saúde mental de todos.
Além de reuniões e palestras, há presença de orientação escolar diária. “Temos a Vanessa [orientadora], que convive diariamente com os alunos”, explica Carolina. É um trabalho tanto para conscientizar os alunos quanto para ajudar, caso algo aconteça.
“Trabalhamos com um sistema de vigilância. Os professores são sempre orientados a qualquer coisa que aconteça, mesmo que não seja diretamente, mas que percebemos uma motivação desse tipo, reportar pra ela,” continua a professora. “Ela entra em contato com os alunos para lidar com a situação e resolver.”
Carolina acredita na importância de abordar a temática na sala de aula, para inserir o diálogo no cotidiano dos alunos. “Temos uma seção do livro sobre saúde. Então, além de colocar temas sobre esportes e saúde física, também inserimos a conversa sobre saúde mental”, diz.
Ela conta de um projeto realizado no oitavo ano, com objetivo de difundir o conhecimento e o combate à prática: “Temos a campanha anti-bullying, os alunos esse ano fizeram vídeos sobre bullying, defendendo a não realização de bullying no ambiente escolar”, conta Carolina.
A ideia de colocar esse trabalho em forma de vídeo é que o conteúdo multimídia atinge mais pessoas: além da turma que realiza, o conteúdo pode ser trabalhado com outras idades, o que difunde os conhecimentos entre todos os estudantes.
Além disso, Carolina prevê a publicação digital desse conteúdo, o que multiplica a missão anti-bullying para a comunidade escolar como um todo, mostra os sinais de alerta e ajuda a levar para Eunápolis a proposta de acolhimento e solidariedade do IASC.
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